Observe aquele pedaço de metal frio tocar sua pele e como em um passe de mágica, ela começaria a se abrir e logo estaria colorida de vermelho. Você iria rir escandalosamente enquanto os alguns te olhariam horrorizados e outros com até um certo ar de repugnância; taxariam você de louco, ingrato, e outras coisas do tipo e você iria rir ainda mais, pois saberia que estavam todos exatamente certos. E então as imagens subitamente se esvaem e diante dos seus olhos ainda está aquele belo objeto prateado reluzindo à luz do sol que entra pela janela do quarto; você desvia o rosto e aperta os olhos o mais forte que pode ao mesmo tempo que joga aquilo dentro de uma gaveta qualquer, como se isso fosse apagar aqueles seus desejos imundos. E talvez não fosse necessariamente um desejo de acabar com tudo; talvez fosse simplesmente o desejo de anestesiar uma dor antiga com uma dor nova. Simples assim.
domingo, 15 de novembro de 2009
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